Preocupação com o ambiente não é uma moda, é uma atitude!

A mudança de comportamentos individuais e a adopção de medidas mais amigas do ambiente por parte de empresas não deve ser vista como uma preocupação passageira ou mais um tipo de moda, a poluição e a atitude que promove a degradação do ambiente é contínua portanto o comportamento que visa inverter todos os processos que destroem a natureza deve ser contínuo também.

Reunimos um conjunto de notícias sobre atitudes quer individuais quer de empresas que demonstram esta preocupação com a natureza.

"Jovens adoptam troços de rio por amor ao Alviela"


por JOÃO BAPTISTA 26 Abril 2009

"Vocês podem ir-se embora, mas o rio continua aqui e temos de continuar a olhar por ele." Foi com esta espécie de termo de responsabilidade que Pedro Teigas, coordenador do Projecto Rios, brindou dois grupos que se juntaram esta semana aos oito que já adoptaram troços do rio Alviela, no concelho de Santarém, no âmbito do Projecto Rios. Mais de 50 jovens do 9.º ano da Escola D. Manuel I de Pernes e o grupo de jovens da Paróquia juntaram-se aos oito grupos que já adoptaram troços do rio que estão a ser monitorizados.
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"Agora já sabem no que se meteram quando disseram aos vossos professores que queriam aderir ao projecto e adoptar um troço do rio", disse Pedro Teigas no final da lição. Seguiu-se uma visita ao troço do rio adoptado pelos alunos da Escola D. Manuel I de Pernes - cerca de 500 metros entre as quedas de água do Mouchão, um dos principais postais turístico do concelho de Santarém até aos anos 60, até à ponte romana e ao moinho manuelino. "Agora está nas vossas mãos", disse Pedro Teigas na despedida.

A professora responsável pelo grupo, Lúcia Antunes, afirmou ao DN o "grande interesse e a adesão dos alunos da escola ao projecto que nasceu de um trabalho de uma aluna da Escola Superior de Educação, que fez um inquérito em que se verificava um afastamento cada vez maior dos jovens e da população em relação ao rio". Com quatro turmas do 9º ano já envolvidas no projecto, a professora sublinha também "o grande interesse pedagógico do projecto, que pode envolver as diferentes disciplinas, da ciências à físico-química, história, português…"

Devolver o rio Alviela às populações e criar condições para que volte ao seu equilíbrio ecológico são os grandes objectivos do Projecto Rios, que está a ser dinamizado pela Câmara Municipal de Santarém, em colaboração com a Associação portuguesa de Educação ambiental.
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"Portugal investe na energia geotérmica"

por ANA TOMÁS RIBEIRO 24 Abril 2009

Aproveitar o calor da terra para produzir energia eléctrica e térmica limpa, além de renovável, ou seja, energia geotérmica, é um dos projectos prioritários do Laboratório Nacional de Energia e Geolo-gia (LNEG), entidade que só começou a funcionar em Janeiro deste ano.
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Além de ser uma aposta numa nova fonte de energia renovável, seguindo o que tem vindo a ser a política do País neste domínio, o projecto permite ainda ao novo laboratório usar o conhecimento e a massa crítica de que dispõe em pleno. "Este é um projecto que liga os conhecimentos da geologia à energia, dois sectores onde o laboratório é rico em massa crítica", sublinha Teresa Ponce Leão. "Temos conhecimento nestes domínios. Sabemos os pontos do País onde pode ser explorada esta fonte energética e conhecemos a tecnologia para fazer a análise mais fina dessa exploração. E damos indicação dos estudos de geofísica aos investidores que quiserem avançar nesta área", defende.

A energia geotérmica tem vantagens, mas também desvantagens. É uma energia limpa, independentemente dos custos dos combustíveis, flexível (produz electricidade e calor). E permite o aproveitamento das novas tecnologias de perfuração, a adopção de técnicas de estimulação de reservatórios herdados da indústria petrolífera e a utilização de CO2 como fluido de circulação.

As desvantagens são o custo das sondagens, problemas com os equipamentos resultantes de altas temperaturas e carácter corrosivo dos fluidos, para além da complexidade aliada à escolha do local, riscos de geração de sismicidade e perdas de águas superficiais.

"EDP vai investir três mil milhões de euros"

por PAULO JULIÃO,26 Abril 2009

A EDP anunciou sexta-feira o objectivo de fornecer electricidade a partir de fontes renováveis a dois milhões de consumidores, através de um investimento de 3000 milhões de euros nos próximos dez anos, entre novas construções e o reforço de 61% de potência do parque hídrico nacional. Um anúncio feito pelo presidente do grupo, António Mexia, a 340 metros de profundidade, na Barragem do Alto-Lindoso. Mexia revelou ainda o investimento da EDP até 2016, centrado na construção de cinco novos empreendimentos hidroeléctricos (Baixo Sabor, Foz Tua, Fridão, Alvito e Ribeiradio) e o reforço de potência das barragens da Bemposta, Picote, Alqueva, Venda Nova, Salamonde e Paradela. Um plano de investimentos aumentará a capacidade instalada em mais 2900 MW.

"Temos competências na área petrolífera"

24 Abril 2009

Quantos projectos está o laboratório a desenvolver?
Temos muitos projectos de investigação a avançar, financiados por fundos internacionais ou por fontes nacionais. Neste momento, são cerca de 300 actividades. Agora, necessitamos de fazer um maior enfoque. Na energia, queremos concentrar-nos nas renováveis, bioenergia e eficiência energética. E na bioenergia temos projectos de sequestração de carbono, biocombustíveis e biomassa e resíduos para a energia. Na geologia, a missão vai ser a que já herdámos do instituto geológico mineiro, ou seja, a cartografia geológica do País e a cartografia dos recursos e riscos geológicos. Mas temos também competência científica na área dos trabalhos de pesquisa petrolífera. Já há contactos preliminares para colaborarmos nessa área na costa portuguesa.
Porquê a aposta na energia geotérmica?

Esta é também uma aposta da Comissão Europeia. E estes projectos podem dar um contributo para a redução das emissões de CO2, usando-o como fluido para o projecto geotérmico. É claro que estes projectos têm um risco associado. Mas se houver apoios de fundos, quer comunitários quer nacionais, para estes projectos, as empresas assumem o risco.

Em que consiste a técnica a aplicar nestes novos projectos?
A geotermia estimulada baseia-se na introdução de sondas no subsolo a profundidades muito elevadas, da ordem dos seis quilómetros, provocando pequenos microssismos. E a partir daí é que se identifica o potencial calorífico da região para a produção de energia termoeléctrica. É com esse calor que se aquece a água.

Para mais informações visite:

http://dn.sapo.pt/Pesquisa/Default.aspx?Pesquisa=atitudes%20amigas%20do%20ambiente&dateini=20-04-2009&datefim=28-04-2009

2 comentários:

  1. Caríssimos jovens, sempre atentos...

    Nem sempre sigo o fio da vossa tenra meada.
    E,
    ambiente não é natureza. É muitíssimo mais.
    É o balanço entre a biosfera e o homem.
    Ambiente, não é só desgraça, é amar e amar o próximo.
    É responsabilidade, essa, que se inicia logo que se acorda.
    Um só não muda o mundo.
    Muitos, movem gerações.

    Nem é besta, nem bestial "isto" do AMBIENTE.

    Os dias estão cinzentos. Hão-de melhorar.

    Abraço-vos

    Paula

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  2. PARABÉNS.

    Sei que defenderam hoje o vosso trabalho.
    Acredito que tenham nota máxima por unanimidade. Mereciam.

    Mais uma vez, relevo a importância do vosso trabalho, emprenho e actualidade dos "post" apresentados.

    PARABÉNS será certamente pouco, um abraço terão sempre bem como o meu apoio incondicional caso o solicitem.

    Força! A vossa palavra conta e tem de ser ouvida.

    Até sempre,

    Paula Viotti

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